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Será que a casa e a família do vizinho são realmente melhores?
Seguindo a onda de reality shows que a televisão brasileira está adaptando e produzindo no momento, um deles se destaca (e muito) pela tradicional proposta de se comparar duas famílias e se constatar na prática que todas as casas são iguais, só mudam de endereço.

Versão nacional do americano “Trading Spouses”, formato licenciado pela FOX e exibido pelo 3º ano consecutivo pela Rede Record, “Troca de Família” poderia apenas ser mais um programa lançado no Brasil seguindo padrões já pré-estabelecidos, mas este tem um “que especial” e sabor típico do nosso país tropical, talvez devido a diversificada cultura que temos, que engloba hábitos, costumes, culinárias, religiões, classes sociais e etnias completamente distintos.

Ao explorar tamanhas diferenças e singularidades, a emissora acerta a cada nova temporada, com audiência e repercussão crescentes e novidades sempre plausíveis e verdadeiramente divertidas de serem acompanhadas.

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Orgia no cinema

Após causar polêmica com seu filme Hedwig – Rock, Amor e Traição, o diretor e roteirista John Cameron Mitchell, ousa mais uma vez misturando sexo explícito com humor e crítica em seu segundo longa.

A trama começa com o casal gay James (Paul Dawson) e Jamie (PJ DeBoy)  que querem abrir a relação e vão procurar uma terapeuta de casais, Sofia (Sook-Yin Lee). Lá, descobrem que ela nunca conseguiu ter um orgasmo. Dispostos a ajuda-la, a convidam para ir a um clube alternativo, chamado Shortbus. No salão, conhece a dominatrix Severin (Lindsay Beamish) que se dispõe a lhe solucionar o problema, enquanto James e Jamie conhecem Ceth (Jay Brannan). Ali acontecem orgias explícitas, cenas dramáticas e outras cômicas.

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Quem tem medo de Rosario Tijeras?

Meses atrás, diante da minha curiosidade incontida de saber o que os outros estão lendo, uma amiga me apresentou um livro de Jorge Franco, intitulado Rosario Tijeras.  Ao dar uma boa folheada, para me certificar de o que se tratava, muito me intrigou o comentário escrito na contracapa. Gabriel García Márques, Nobel de Literatura de 1982, dizia, sem medir palavras: “Este é um dos autores colombianos a quem eu gostaria de passar a tocha”. E não era pra menos, li o livro e tive uma enorme surpresa. Jorge Franco sabe exatamente onde está pisando. Mestre em criar diálogos, autênticos e ágeis, o autor dá ao texto um tom vibrante que prende o leitor da primeira à última página. Impossível ler as frases iniciais, onde, de cara, nos deparamos com o tema central do livro, amor e morte, e não sentirmos vontade de seguir a leitura: “Como levou um tiro à queima-roupa ao mesmo tempo em que recebia um beijo, Rosario confundiu a dor do amor com a da morte.”

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Novo ano e fôlego para TV em 2009

O Carnaval terminou. Agora podemos realmente dizer que o ano começa para os brasileiros, e com a nossa querida telinha não seria diferente, visto que após intensa maratona de desfile de escolas de samba, transmissão dos bastidores, cobertura da folia baiana e programas temáticos, as emissoras prometem muitas novidades e estréias.

A Globo decidiu esticar a nona temporada do Big Brother devido ao excelente retorno comercial que o mesmo provoca, então, as novas temporadas dos consagrados “A Grande Família”, “Casseta e Planeta” e “Profissão Repórter” aguardam um pouco.  Neste meio tempo, também são preparados especiais, seriados e sitcoms para o disputado horário nobre.

Em se tratando de novelas, a emissora carioca vem sofrendo consideráveis perdas de Ibope em seus três tradicionais horários de folhetim. Após o fiasco de “Negócios da China” de Miguel Fababella, a Globo vem com o remake de “Paraíso”, uma super produção de Benedito Ruy Barbosa com a surpresa de contar com o cantor sertanejo Daniel em seu elenco. Glória Perez promete mudanças e reviravoltas em sua trama indiana e assim, obter o sucesso e a grande repercussão que suas obras costumeiramente alcançam.

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O Sucesso da Gripe Suína

Meus caros, definitivamente a gripe suína é a sensação do momento. Pena que tá matando pouco. Os jornais já estão até inventando defunto. Fulano morreu de qualquer coisa, tem sempre um "jornaleiro" pra dizer que foi mais uma vitima da gripe suína. Aliás, os porcos do mundo estão se sentindo um "porco" humilhados, já que tudo que é coisa ruim é atribuído a eles: "Fulaninho come igual a um porco", "Beltrano é sujo feito porco", "Dona coisa ronca como uma porca". Em matéria de injustiça o porco só perde para o Burro e para a galinha. Tem que haver alguém pra defender estes pobres animais.

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Preciosas Futilidades

 “-É fútil!” A frase que, com algumas variações, menospreza a personalidade de alguém ou a importância de algum objeto, pessoa, arte ou ciência. Mas o que é futilidade afinal? E, mais importante ainda: quem diabos pode dizer isso?

Bom, se você pegar o seu dicionário na estante (que, diga-se de passagem, já deve estar atrasado no quesito gramática), vai ver que fútil e inútil são adjetivos praticamente iguais. Fútil é a característica do que tem pouca ou nenhuma importância, leviano, frívolo, vão. È um adjetivo muito intenso, ainda mais quando usado pra julgar um gosto, uma personalidade.

A Moda tem a sina de carregar na sua mala de viagem uma etiqueta dizendo “Cuidado, Fútil” desde quando ela surgiu [1]. Mas de onde vem isso? Por que a Moda é tão malvista pelos que (acham que) não participam dela?

Domingo retrasado eu presenciei uma cena intrigante. Muito comum, mas intrigante. Um colega de apartamento e seus amigos vibrando em frente à televisão, durante o clássico Palmeiras X Corinthians. Eram muitos gritos, urros e palavrões que demonstravam o envolvimento emocional que há entre o jogo e o torcedor. O momento em que o (famoso) Ronaldo, meio que sem querer, cabeceou a bola e fez o gol no último segundo, foi algo de desespero. Meu, que não sabia onde me esconder pra não ficar surdo, e deles que não sabiam mais que palavra gritar e em que mesa pular.

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In vino veritas

Diz a clássica expressão latina que a verdade se sobressai quando vigoram na mente humana alcóolicos poderes. Mas e no reino da ficção, o quanto importa a verdade? Penso que muito pouco. A ficção não tem compromisso com o real, com os fatos ou com o passível de ser chamado verdadeiro. Não precisamos aqui tergiversar sobre a validade de se afirmar o real como sinônimo de verdade, mas não podemos escapar da exigência que se faz aos textos ficcionais de que sejam críveis dentro do seu próprio contexto, ou seja, verossímeis.

Comecei a pensar no caso quando discutia o tema supostamente central do romance Dom Casmurro. Teria Capitu cometido adultério ou não? Por certo isso não é relevante, pois a obra não tem a meta de instruir um inquérito e sim desassossegar o leitor. E o nó desse exemplo é que tanto uma quanto outra decisão são verossímeis com base nas indicações do texto, mesmo com o tom inevitavelmente tendencioso do narrador.

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